Pai, tava dando uma olhada no seu blog, casualmente antes de ir dormir e confesso que fiquei emocionado.
E eu pensei que os meus textos eram tristes.
No pouco que convivi com palmeiras na minha infância fiquei com saudades também,
dos passeios totalmente despretensiosos pela cidade, dos passeios sistematicamente repetitivos mas sempre interessantes como ir na loteria ou no supermercado com a mãe zilda ou com a minha vó,na floricultura, a foto da igreja antes da reforma também. De chupar cana que o tio zé descascava aonde era o chiqueiro, ou de quando ainda era uma chácara e era tão grande que dava quase pra se perder.
Boas lembranças.
Mas o que mais me emocionou ao ponto de quase chorar foi a parte do sonho de valsa da mãe zilda. Realmente esse ela nunca esquecia. É impressionante como a vida é curta e a gente acaba se embriagando com essas futilidades massacrantes dos tempos modernos e acabamos nos esquecendo do que é essencial. E na minha humilde opinião a felicidade tá nas coisas simples da vida. As melhores viagens que fizemos foram as menos sem dinheiro, assim como as épocas que mais ficamos perto.
Realmente, saudade é uma palavra incrível. Mas parabéns, seu texto reavivou como nada a lembrança da mãe zilda com as mãos para trás assoviando pela casa.
Triste demais, porém ainda uma honra ter essas lembranças.
Não apague esses posts do seu blog, é interessante a idéia de tê-los arquivados online.
Plínio
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