quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Minha Mãe

Quando nasci,
Mamãe dizia,
brilhou uma estrela no céu.

Um dia,
tinha eu 19 anos,
mamãe sentou-se
na beirada de minha cama

e me disse:

Vou ser mãe de novo!

Que alegria!
que felicidade!

Alguns meses depois
nasceu minha irmã,
temporona como as últimas jabuticabas

que chegam no final da estação
e com o seu brilho
deixam sua inesquecível marca.

Minha mãe foi a melhor mãe do mundo,
amorosa, querida, presente,
fez o possível e o impossível
para que estudássemos

fazia uma empada
em alguma sexta-feira do mês
que cheirava pela casa toda

fazia pastéis
que eram uma delícia
ao se comer quentinhos e crocantes

cuidava da gente com carinho e consideração

e ainda trabalhava fora
ou seja, trabalhava duas vezes,
pois o serviço de casa não acaba
ainda mais quando se tem filhos pequenos.

Minha Mãe era professora de ciências
no colégio estadual de Palmeiras de Goiás,
onde se aposentou,

e toda uma geração de palmeirenses
foram seus alunos
recebendo a admiração, o carinho e o respeito de todos.

Nós, seus filhos, fomos abençoados
por ter nascido em uma família tão bacana
de uma mãe tão amorosa.

Hoje, vinte e tantos anos depois que mamãe
se sentou na beirada de minha cama
e anunciou sua nova gravidez

olho, mais uma vez, pelo caminho
que percorremos até aqui e digo:

Mamãe, a senhora estava certa,
no dia que nasci,
brilhou uma estrela no céu...

Meu Pai


Um dia, em Palmeiras de Goiás,
estávamos indo na Prefeitura
meu pai e eu
para resolvermos algum assunto

Quando uma moça,
saída do meio de outras pessoas,
pergunta a meu pai
se éramos irmãos.

Das duas, uma:

Ou me achou muito acabado para ser seu filho
Ou o achou muito jovem para ser meu pai...
Ele explicou que era seu filho
e disse que eu tomasse cuidado senão logo o alcançava...

risos gerais...

Hoje, uns 20 anos depois disso,
fico pensando nas palavras dele...

Todos nós ocupamos papéis em certas épocas da vida.

Naquela época ele era o pai, eu era o filho e ainda viviam meus avôs...

Hoje ele é o avô
Eu sou o pai,
meus filhos e meus sobrinhos ocupam o meu lugar de ontem.

É, Pai, aquele dia que o senhor falava
chegou!!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Felicidade é um par de bicicletinhas vermelha e verde

No quintal
da casa velha de Palmeiras de Goiás
bem em frente a porta da cozinha
havia uma roseira grande, florida

e meu irmão e eu, com 6, 7 anos de idade
nos divertíamos a tarde toda
andando em volta dela
em nossas bicicletinhas,uma vermelha e outra verde.

O tempo passou
a roseira não existe mais
muito menos as bicicletinhas vermelha e verde.

Mas

em muitos momentos da vida
me recordo com carinho destas brincadeiras simples de criança.

Recentemente meu filho pequeno me perguntou:

Pai, quando o senhor era criança
que apelido que o senhor usava no seu email???

Fiquei meio sem palavras para explicar
que naquela época não havia computadores
muito menos email

mas principalmente
fiquei perplexo ao notar todo o tempo que passou
e como o mundo mudou
desde quando meu irmão e eu

éramos crianças pequenas
brincando de tarde no quintal de casa lá em Palmeiras de Goiás
felizes, alegres, despreocupados,
com nossas bicicletinhas, uma Vermelha e outra Verde.

Depoimento de meu irmão, meu companheiro de jornada nesta aventura chamada VIDA...

Vc não sabe como fico feliz em ver textos/poemas de sua autoria...
Além de redigir bem, sempre conseguiu expressar sentimento através das palavras...
É um dom que Deus te deu.
Cheguei a esta conclusão muito tempo atrás ao ler o que escreveu sobre a eliminação da seleção brasileira na copa da Espanha (zico/socrátes) atrás da porta de nosso quarto que lhe serviu de caderno (olha se pode, rs, rs).
Agora lendo sobre o Nini, "bateu cordão de ouro",foi a mesma emoção de revê-lo.
Parabéns, muito bom, bom mesmo
Agnaldo Lopes.

Depoimento de um sobrevivente

Pai, tava dando uma olhada no seu blog, casualmente antes de ir dormir e confesso que fiquei emocionado.

E eu pensei que os meus textos eram tristes.

No pouco que convivi com palmeiras na minha infância fiquei com saudades também,

dos passeios totalmente despretensiosos pela cidade, dos passeios sistematicamente repetitivos mas sempre interessantes como ir na loteria ou no supermercado com a mãe zilda ou com a minha vó,na floricultura, a foto da igreja antes da reforma também. De chupar cana que o tio zé descascava aonde era o chiqueiro, ou de quando ainda era uma chácara e era tão grande que dava quase pra se perder.

Boas lembranças.

Mas o que mais me emocionou ao ponto de quase chorar foi a parte do sonho de valsa da mãe zilda. Realmente esse ela nunca esquecia. É impressionante como a vida é curta e a gente acaba se embriagando com essas futilidades massacrantes dos tempos modernos e acabamos nos esquecendo do que é essencial. E na minha humilde opinião a felicidade tá nas coisas simples da vida. As melhores viagens que fizemos foram as menos sem dinheiro, assim como as épocas que mais ficamos perto.


Realmente, saudade é uma palavra incrível. Mas parabéns, seu texto reavivou como nada a lembrança da mãe zilda com as mãos para trás assoviando pela casa.

Triste demais, porém ainda uma honra ter essas lembranças.


Não apague esses posts do seu blog, é interessante a idéia de tê-los arquivados online.

Plínio

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Obrigado

Agradeço de coração os comentários,
sempre gostei de escrever
e me surpreendi com as recordações
que apareceram nestas linhas.

Penso que a vida
é muito curta
e sei que me falta o poder de síntese
para apresentar o texto perfeito.

Mas sei que me parece
melhor apresentar da forma que tenho
e trabalhar no aprimoramento
rumo ao dia em que minha expectativa seja satisfeita.
Obrigado.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nini

Nini era um mecânico excepcional
que trazia em si toda a tristeza do mundo...
Um dia
ia eu para o trabalho
em Palmeiras de Goiás
quando ele me parou e me perguntou:
O menino sabe o significado da palavra saudade?
Eu abanei a cabeça,
disse que não sabia,
ele olhou para mim,
deu um sorriso,
aquele sorriso que dão as pessoas que já sabem tudo da vida
e falou:

Saudade é vontade de ver de novo!

Olhando para estes posts,
do meu passado, de minha cidade,
digo o mesmo : Que vontade de ver de novo!!!

Lembranças

Antes que vc pergunte
não sei
o motivo de tantas recordações!
Também não sei
o que pretendo com tudo isto.
Sei apenas
que me aquece a alma
e me faz bem ao coração.
O passado vive
todinho em nossas memórias...

Por quê a amo?

Você me pergunta
por que eu amo
minha cidade natal
de Palmeiras de Goiás?

Você ja assistiu o pôr do sol
no ninhal da fazenda bonsucesso?
Ou a colheita do arroz
perto de Cesarina?
Você já comeu gabiroba no mato
perto da Suçuapara?
Ou tomou banho nas frias águas do ribeirão macaco?
Você já cruzou o capivarizinho
com saudades de rever seus pais e avós queridos
e quando o cruzava se sentia mais leve
pois se sentia em casa?
Você ouviu o Andrelinus falar 'bebos pingas mas não roubos rádios'
muitos anos antes de existir o mussum, dos trapalhões?
Você ja tomou banho no xaxí,
cumprimentou a Dona Iracema na porta de sua casa,
andou de cavalo com o rei cristão Cid nas cavalhadas,
estudou na paroquial, no barão ou no colégio estadual?
Foi aluno das queridas professoras Ângela,Magda,Iva ou Elisabeth?
Viu o córrego pontilhão transbordar
e chegar quase na porta da cozinha?
Você se lembra do circo
que montava ali onde hoje é o hospital Olavo Schermer
e os funcionários levavam o elefante
para comer cana
na chácara que eu morava?
Você se recorda dos gambazinhos
que moravam dentro de um pé de abacate
cujo pé a chuva derrubou durante a noite?
Você se lembra
do Nini que andava pela noite e dizia
'bateu cordão de ouro'?
Eu me lembro
e digo
que não existe lugar melhor no mundo para se morar
do que Palmeiras de Goias...

Aninha

Aninha menina
pequena e traquina
da casa da ponte
gostava de escrever.

Aninha menina
Pequena e falante
da beira do rio
gostava de poesia.

Aninha menina
da casa da ponte
foi comprar retalho
para fazer vestido

na velha cidade
de Vila Boa de Goiás.
Demorou 70 anos para descobrir
que era Cora Coralina...

Mãe Zilda


Minha avó Zilda Gomes de Souza
foi uma pessoa abençoada por Deus com o dom da Generosidade!
Fui criado vivendo junto com os meus avós,
me sinto privilegiado por isso,
e esta semana me peguei várias vezes pensando nela.
Quando era pequeno lá em Palmeiras de Goiás,
minha avó faltava adivinhar o que eu queria.
Sinto falta dela
do leite quente,
do bombom sonho-de-valsa,
da ata que ela guardava especialmente para mim,nos finais de semana
mas principalmente sinto falta de sua risada gostosa, cristalina,
e da felicidade que ela ficava quando ia visitá-la.
Minha avó tinha o hábito de assobiar
quando estava fazendo qualquer atividade manual.
Que saudade daquele assobio, meu Deus...

Passado não volta mais

Hoje amanheci com saudade de casa
saudade do cheiro da casa onde morava
em Palmeiras de Goiás.
Minha casa era uma chácara
onde havia todo tipo de árvores frutíferas
e onde eu brincava o dia todo no quintal
com meu irmão e meus primos queridos
perto de meus avós, meus tios e minha mãe.
Tinha Anona, que alguns chamam araticum,
cajuzinho tinha uns três pés perto do portão,
caju amarelo, caju vermelho,
laranja, mexerica, manga rosa,
manga comum, coquinho, tantos tipos,
goiaba, ata, banana-maça, marmelo,
abacateiros, limoeiros, jabuticabeiras,
pés de cana-caiana,
pé de romã,
acerola, era uma fartura...
Hoje volto na casa materna,
meus avós já faleceram,
alguns primos que foram meus companheiros de infância também
a chácara foi dividida, os lotes vendidos,
é o progresso chegando, inevitável,
ruas foram abertas, muros foram construídos
e da chácara do Sabino hoje resta quase que somente a casa...
No lugar dos cajueiros ergue-se um prédio
da Caixa Econômica Federal
e do outro lado
o muro da divisa passou em cima das jabuticabeiras
que já não existem mais...
Olho para o quintal
o quintal olha para mim
e por uma fração de segundo
revejo meu avô querido Sabino
colhendo quiabo no quintal
para o almoço que será servido daqui a pouco...
Juro que sinto até o cheiro...

in memorian

Lamento a morte do Professor Salomão Rodrigues de Freitas,
de seu filho Salomão Rodrigues de Freitas Jr e sua netinha,
ocorrido no final de 2009.
Palmeiras de Goiás perde uma de suas reservas intelectuais.
Professor Salomão foi Pai, Filho, Marido, Amigo, Tio, Avô , Professor de Português, vereador e advogado em nosso município,
tendo sido a vida toda comigo um exemplo de correção e de amizade.
Salomão Júnior era uma pessoa risonha, alegre, de bem com a vida
e muito trabalhador, tendo se formado em direito tambem, trabalhando em nossa cidade.
Registro meu lamento, minha tristeza e desejo aos familiares
que Deus possa consolá-los, em sua infinita misericórdia.

A Cidade Perdida (dedicado a meu filho Plínio)

Nasci em Palmeiras de Goiás
então uma pequena cidade
do interior de Goiás

Ali estudei, cresci, andei de bicicleta
pelas beiras da cidade
conhecendo pessoas e causos

histórias e vidas
imaginando o futuro
que um dia iria chegar.

O Futuro chegou
e tenho em minhas recordações vívida
A Palmeiras de Goiás dos anos 80

Quando vou em casa
estranho a cidade de hoje
como se a minha cidade estivesse perdida em algum lugar do passado...

em todas as suas cores, odores e sabores (como diria uma querida amiga minha)

Se este conselho tem algum valor...

Tirado do filme 'O curioso caso de Benjamim Button'.

Se este conselho tem algum valor...
Nunca é tarde demais,
ou no meu caso , muito cedo,
para ser quem você quer ser.
Não há limite de tempo,
comece sempre que quiser,
você pode mudar ou ficar na mesma,
não há regras para isso.
Nós podemos fazer o melhor
ou o pior da vida.
Espero que você faça o melhor da vida.
Espero que você veja coisas que te surpreeendam.
Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes.
Eu espero que você conheça pessoas que tenham um ponto de vista diferente.
Espero que você viva uma vida da qual se orgulhe
e se você achar que você não está,
espero que você tenha a força para começar tudo de novo...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lá em Porto Velho capital de Rondônia


Lá em Porto Velho capital de Rondônia
Pimenta é murupi
comida é açaí
Avenida é abunã
Lago é Cuniã.

Lagartixa é osga
Muriçoca é carapanã
caba é um tipo de formiga
não tão selvagem quanto a tucandeira.

Jatuarana é um peixe nobre
Pirapitinga é um peixe forte
Jundiá é um peixe brigador
que não se rende sem uma luta enorme.

No Alto do Bode
tinham os Barbadianos
e quando o rio transborda
alaga a Rogério Weber.

Farquar é uma avenida
e embratel é um bairro
Anari é um supermercado
no bairro Eldorado.

Pescar é na vala
isca se compra na ventura
e calama antes de ser uma avenida da cidade
era uma colônia.

No Cainágua o Deus é amor
desce o rio...
Para onde vai???
Para onde vai????

AVATAR - Assista! Vale a pena.


Já assistiram ao Filme Avatar, do diretor James Cameron?
Recomendo como um dos grandes filmes dos últimos anos, muito bem feito, um verdadeiro espetáculo para os olhos. A trajetória do Soldado Jake Sully tem paralelo com outros personagens na história do cinema e da literatura, simbolizando a tomada da consciência e a descoberta da razão. Afinal de contas, quem somos nós neste universo?

Então...

Este blog existe desde 2008.
Foi criado para ser um espaço onde as pessoas nascidas/criadas/chegadas em Palmeiras de Goiás pudessem contar suas histórias.
Acabou que o tempo não permitiu que eu desse a atenção que precisava , mas resolvi divulgá-lo.
Sejam bem vindos.

Por quê tantos filmes por terminar de assistir?

Atualmente temos vivido a era da informação
e realmente é tanta informação chegando por todos os lados
que muitas vezes o que era importante a 10 anos atrás torna-se banal nos dias de hoje.

Vejam o exemplo da maçã,
recentemente comentei com vcs
que as frutas de hoje não cheiram mais como cheiravam antigamente

mas

será que o problema são as frutas que não tem mais cheiro
ou nós que estamos entorpecidos pela quantidade de cheiros e de frutas
das grandes cidades em que vivemos?

Todos nós nos lembramos de um filme fantástico
que vimos em nossa infância
mas dificilmente nos lembramos do nome do filme que assistimos ontem...

culpa dos filmes atuais que são meio sem sal nem doce
ou culpa de nós mesmos, que assistimos e fazemos e vemos tantas coisas ao mesmo tempo
que não retemos mais nenhuma informação relevante?

tenho notado que as pessoas estão emburrecendo,
a internet que veio para ajudar está sendo mal utilizada por todos nós na forma dos facebooks, orkuts e outras redes sociais,
onde as pessoas estão a cada dia mais isoladas dentro de seus quartos teclando solitárias em seus computadores...

Vocês já pararam para pensar que existe uma quantidade enoooooorme de filmes que foram/são feitos atualmente
e que a graaaaaaaaaaande maioria é feita usando a mesma fórmula batida hollywoodiana
que todos vocês sabem qual é e sabem o desfecho final apenas após 15 minutos de filme?

Por isso que todos temos tantos filmes inacabados de assistir na estante de nossas casas,
os filmes em sua maioria são fórmulas acabadas, pegando um clichê após o outro, uma mocinha em perigo,
um herói ou heroína traumatizados que estão justamente naquele lugar em que tudo acontece

e quando surgem coisas novas, desafiadoras, como Avatar, o novo filme do diretor James Cameron,
sentimos uma lufada de ar novo entrando pela janela
e renovando as nossas idéias e concepções.

Cinema é Cultura.

Mas está se tornando a cada dia mais um produto de massa,
penso que por isto gosto tanto de cinema europeu, dos filmes de Almodovar, do cinema francês,
temos todos nós, americanos descendentes de europeus ibéricos um atavismo dentro de nós

que faz com que as histórias de espanhóis e portugueses nos sejam tão próximas,
nos sejam tão caras,
nos sejam tão belas.

Abelardo Barbosa dizia que em televisão nada se cria, tudo se copia.
Cinema tem sido assim em muitos dos filmes que temos visto.
Dá-se um ctrl c ctrl v e temos uma fornada de filmes novos saindo,,

todos iguaizinhos uns ao outros,
parecendo aquele bando de meninos clones de hitler de cabelo partidinho de banda do filme 'Os filhos do Brasil',
se não me falha a memória, dos idos dos anos 70...

Nesta quadra da vida que me encontro
entre os 40 e os cinquenta
tenho pensado mais do que nunca nas coisas boas, nas coisas que deram certo e nas que não deram tão certo assim.

Poderiamos todos nós contar nossas vidas a partir dos filmes que assistimos,
onde estávamos, o que fizemos, como chegamos naquele ou neste momento,
e as coisas nos últimos anos se tornaram mais disponíveis

temos assistido filmes como nunca antes em nossas vidas
as tv a cabo e abertas exibem mais de cem filmes todos os dias em todos os canais
e mesmo assim dificilmente temos lembrança de um filme excepcional nos últimos anos...

Meu filho mais velho sabia todas as falas do filme Rei Leão,
ele parava na porta da sala e soltava um 'look Simba....'
meus filhos cresceram...

Será que as crianças de hoje em dia
ainda fazem isto
e se encantam com os filmes que assistem?

Será que as pessoas sabem que Rosebud é um trenó,
que Rick foi para casablanca por causa das águas
e que Tristan teve uma boa morte por que era aquilo que ele procurou em toda a sua vida?

Haverá um dia que os espartanos deixarão de combater sob a sombra das flechas dos Persas
e um contractor não atirará uma chave de fenda em um iraquiano
nem a rainha amidala morrerá de tristeza...

Neste dia o cinema será redescoberto pelas novas gerações,
que sairão de seus quartos e irão com os amigos para uma sala de cinema
como seus pais faziam a muito tempo atrás em uma galáxia muito distante...

Plínio, no blog jornalistas do Hawai outro dia li um texto e fiquei pensando
será a vida que imita a arte ou a arte que imita a vida?
Termino com a frase da minha redação de 1983 na UCG ' a vida é a arte do saber e quem quiser saber tem que viver'.

Bons filmes a todos!
José Pereira Lopes Jr.