Naquela sexta saí de Goiânia de ônibus
rumo a Palmeiras de Goiás.
Cheguei de noite,jantei, conversei com meus avós,
com minha mãe,
meu avô assistiu o jornal nacional
se despediu de mim com um beijo
disse que amanhã cedo a gente conversava mais
e foi deitar.
No dia seguinte
acordei cedo, ele já estava de pé, lendo seu jornal,
me sentei de frente a ele , lendo também e conversando
ele estava rindo, comentando uma notícia do dia
quando teve um enfarte fulminante e morreu...
Gritei minha avó, chamei minha mãe,
quando o Doutor Osvaldo chegou
já estava morto.
Não sabia
que aqueles eram os últimos momentos com ele,
mas fico feliz de ter acompanhado com carinho sua vida, seu final
só peço a Deus que cuide bem dele,
enquanto nós outros não vamos.
Meu avô faleceu num sábado de carnaval.
Este ano faz dezesssete anos que ele partiu.
Uma eternidade desde que ele morreu...
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